Por Ana Graciele
Estava com saudade de curtir um rock’n roll puro e resolvi saciar a minha vontade no “Oficina do Rock 8”. Já é terceira vez que vou ao evento e sempre me divirto muito.
Por uns instantes, pensei que a chuva desanimaria o público. Mas foi o contrário. E lá vou eu, debaixo de chuva, pegar o ônibus para Brazlândia. Em pé, em meio aquela agitação típica de um ônibus lotado, pensei: “o que a gente não faz para curtir um rock?”.
Confesso que nem sou tão entendida de rock assim. Gosto de uma ou outra banda, principalmente daquelas que agitaram os anos 60 e 70. O que me chama a atenção no “Oficina do Rock” mesmo é o público. E como tinha gente nesta edição do evento!
Tem mais ou menos uns dez anos que freqüento esse tipo de festa em Brazlândia. Quando comecei, tinha apenas 17 anos. E tudo era muito louco para mim. Ser uma das poucas meninas, junto com a minha prima Amanda, a participar de reuniões regadas a muito vinho e The Smiths, era uma revolução para mim. Além de falar de rock, a gente conversava sobre o futuro, provas de vestibulares e das loucuras em geral.
Os anos se passaram. A galera envelheceu – só um pouquinho – e agora o papo é outro. Já não somos mais vestibulandos. Somos profissionais, cada um em sua área de formação, e damos um duro danado para que no final de semana tenhamos grana o suficiente para fazermos o que gostamos: tocar e/ou ouvir rock’n roll.
É...Os anos passaram, mas uma coisa continua em comum em todos: a paixão pela música. Por uns instantes, fiquei viajando naquele galpão de oficina, observando a galera. Tinha muita gente nova, mas todos que eu conheci há dez anos estavam lá. Aliás, quase todos. Senti falta do Edmilson, do Rafael e do Júlio. Este último não compareceu, mas deixou alguns discípulos para divulgar a sua loucura por aí. E, diga-se de passagem, o cara estava tão louco que até tentou atrapalhar a apresentação do Alcoopop dando um murro na vocalista da banda. E mesmo com a boca machucada ela mandou muito bem! Parabéns, Karina!
As outras bandas também detonaram. A playlist que animou a galera após os shows foi bacana, dando espaço para bandas de rock de todos os estilos. Para mim, a “Oficina do Rock 8” foi perfeita. Bebi todas – menos o drink do inferno, não tive coragem - , conheci pessoas novas e voltei a ver aquelas nem tão novas assim.
Sai da festa com a alma lavada, feliz da vida. Estava cansada, afinal, já não tenho mais aquele pique de antes. Já estou torcendo para que os “Meninos do Buchão” façam outro evento do tipo e que me convidem, é claro!
Um abraço para todos e até a próxima!